Mostrando postagens com marcador Datas e eventos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Datas e eventos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de março de 2009

PARABÉNS RECIFE


A CIDADE DE RECIFE FOI FUNDADA EM 12 de março de 1537.Seu nome foi escolhido por causa dos arrecifes - rochedos de coral e arenito formando uma muralha natural que circundam todo seu litoral.Recife é uma cidade linda, com encantos mil, mais que Veneza brasileira, Recife é nossa capital.


Para homenagea-la assim falou, com saudade, Manuel Bandeira

Não sai!
A distância, as vozes macias das meninas politonavam:
Roseira dá-me uma rosa
Craveiro dá-me um botão
Dessas rosas muita rosa
Terá morrido em botão
De repente
nos longos da noite
um sino
Uma pessoa grande dizia:
Fogo em Santo Antônio!
Outra contrariava: São José!
Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.
Os homens punham o chapéu saíam fumando
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.
Rua da União...
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido
Capiberibe- Capiberibe
Lá longe o sertãozinho de Caxangá
Banheiros de palha
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho
Fiquei parado, o coração batendo
Ela se riu
Foi o meu primeiro alumbramento
Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu
E nos pegões da ponte do trem de ferro
os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras
Novenas
Cavalhadas
E eu me deitei no colo da menina e ela começou
a passar a mão nos meus cabelos
Capiberibe- Capiberibe
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas
Com o xale vistoso de pano da Costa
E o vendedor de roletes de cana
O de amendoim que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.


Para o REcife Capiba cantou assim:
Recife, cidade lendária
- Capiba

Recife, cidade lendária
De pretos de engenho cheirando a bangüê
Recife dos velhos sobrados
Compridos, escuros, dá gosto de ver

Recife, teus lindos jardins
Recebem a brisa que vem do alto-mar
Recife, teu céu tão bonito
Tem noites de lua pra gente cantar

Recife dos cantadores
Vivendo de glórias em pleno terreiro
Recife dos maracatus
De tempos distantes de Pedro Primeiro

Responde o que eu vou perguntar:
O que é feito dos teus lampiões
Onde outrora o boêmio cantava
As mais lindas canções.


E em seu Pregão turístico do Recife
declarou João Cabral de Melo Neto

Aqui o mar é uma montanha,
regular, redonda e azul
mais alta que os arrecifes
e os mangues rasos ao sul.
Do mar extrair podeis,
do mar desse litoral
um fio de luz precisa,
matematica ou metal
Na cidade propriamente
velhos sobrados esguios
apertam ombros calcários
de cada de lado de um rio
com os sobrados podeis
aprender lição madura
um certo equilíbrio leve
na escrita da arquitetura
E neste rio indigente
sangue e lama que circula
entre cimento e esclero
com sua marcha quase nula
e na gente que se estagna
nas mucosas desse rio
morrendo de apodrecer
vidas inteiras a fio
pódeis aprender que o homem
é sempre a melhor medida
mas, que a medida do homem,
nao é a morte mas a vida.


http://www2.uol.com.br/JC/sites/recifeolinda2008/
http://www2.uol.com.br/JC/aniversario/poesias_rec_4.htm
http://www2.uol.com.br/JC/aniversario/poesias_rec_3.htm

quinta-feira, 17 de abril de 2008

SE TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO O QUE SIGNIFICA O 19 DE ABRIL?

Dança dos Tapuias (Albert_Eckhout_1610-1666)
Pensar o dia do índio no Brasil nos instiga a pensar e repensar sua história e sua atual condição. Historiadores afirmam que antes da chegada dos europeus à América havia aproximadamente 100 milhões de índios no continente. Só em território brasileiro, esse número chegava 5 milhões de nativos, aproximadamente. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco lingüístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), macro-jê ou tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia ).Calcula-se que apenas 400 mil índios ocupam o território brasileiro, principalmente em reservas indígenas demarcadas e protegidas pelo governo. São cerca de 200 etnias indígenas e 170 línguas. Porém, muitas delas não vivem mais como antes da chegada dos portugueses. O contato com o homem branco fez com que muitas tribos perdessem sua identidade cultural.
Atualmente, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), vivem em Pernambuco um total de 25.726 remanescentes dos povos indígenas que primitivamente habitavam no Estado. Eles estão assim distribuídos: Pankararu, 4.062 pessoas; Kambiwá, 1.400; Atikum, 4.506; Xucuru, 8.502; Fulni-Ô, 3.048; Truká, 2.535; Tuxá, 47; Kapinawá, 1.035; Pipipãs, 591 pessoas.
Sobrevivendo em situação precária e, muitas vezes, sendo mortos em emboscadas como vem ocorrendo desde 1986 com os Xucurus, no município de Pesqueira, esses remanescentes indígenas ainda guardam um pouco da cultura dos índios pernambucanos, massacrados ao longo dos séculos. Veja, aqui, um resumo da história de cada uma dessas tribos de Pernambuco:
As tribos
Fulni-Ô: Também conhecidos como Carnijó ou Carijó, vivem do artesanato e agricultura de subsistência no município de Águas Belas. Conservam o idioma Yathê e alguns rituais como o Ouricuri.
Kambiwá: O grupo ocupa uma área de 27 mil hectares de terra entre os municípios de Ibimirim, Inajá e Floresta, desenvolvendo agricultura de subsistência.
Pankararu: Seus remanescentes estão distribuídos em 14 mil hectares de terra entre os municípios de Tacaratu, Jatobá e Petrolândia, conservando algumas de suas festas tradicionais como a Festa do Menino do Rancho e o Flechamento do Umbu.
Atikum: Esses índios ocupam uma área de 16 mil hectares no município de Carnaubeira da Penha, vivem da agricultura de subsistência.
Xucuru: Vivem na região da Serra do Ororubá, município de Pesqueira, conservam algumas festas religiosas como a de Nossa Senhora da Montanha e praticam a agricultura de subsistência.
Truká: Grupo de remanescentes indígenas que vivem da agricultura no município de Cabrobó.
Kapinawá: Vivem na localidade de Mina Grande, no município de Buíque.
Tuxá: Grupo de 41 índios assentados em um acampamento da Chesf, no município de Inajá, depois que suas terras foram inundadas pelo lago da hidrelétrica de Itaparica.
Pipipã: Esses índios viviam nas caatingas entre os vales dos rios Moxotó e Pajeú e foram praticamente dizimados em meados do século XVIII. Atualmente, existe um pequeno grupo de remanescentes no município de Floresta, na região do Rio São Francisco.
Xucurus: os índios marcados para morrer
Os remanescentes do grupo indígena Xucuru vivem na área da Serra do Ororubá, a seis quilômetros da cidade de Pesqueira, no Agreste do Estado. Ali, grupos familiares ocupam 18 aldeias, sendo a de Canabrava o núcleo mais habitado. É também em Canabrava onde são encontrados vestígios marcantes dos traços culturais dos índios cuja presença na região vem desde a época da colonização portuguesa.
Eles são hoje pequenos agricultores e também desenvolvem trabalhos artesanais, como bordados tipo renascença. Estão distribuídos numa área de 27,5 mil hectares, declarada como propriedade indígena em 1994, pelo Ministério da Justiça. Em maio de 2001, o presidente da República homologou a demarcação das terras, mas o processo de criação da reserva indígena ainda não foi concluído. Fato que tem provocado constantes conflitos entre posseiros e índios, com estes últimos levando a pior.
Entre 1980 e 2001, foram assassinados 27 remanescentes dos Xucurus. O caso mais recente foi o de Francisco de Assis Santana (ou Chico Quelé), chefe da aldeia Pé-de-Serra, morto a tiros de espingarda calibre 12, a 23 de agosto de 2001. Mas os assassinatos de maior repercussão foram os do procurador da Funai Geraldo Rolim, em 1995, e o do cacique Francisco de Assis Pereira de Araújo (Xicão), em 1998. Os índios disputam a posse das terras com 281 fazendeiros que também ocupam a região.
Pankararus: legalização das terras se arrasta desde 1942
Com área de 14.294 hectares e cujo processo de demarcação teve início em 1942, a reserva indígena dos Pankararus é um local cercado por duas serras, a do Agreste e a do Mulungu. É uma área de vegetação típica de caatinga, mas com características de vegetação de brejo de altitude. Existem, na região, diversas espécies de cactus e bromélias permeadas por formações rochosas. Também muitos cajueiros, mangueiras e pinheiras. A região tem inúmeras fontes de água e, nas épocas de chuva, surgem riachos temporários.
O centro da reserva está na localidade denominada Brejo dos Padres, comunidade rural do município de Jatobá, e conta com um desordenado conjunto de pequenas casas de moradia, uma igreja dedicada a Santo Antônio, o cemitério e o posto da Fundação Nacional do Índio (Funai). Do outro lado de uma das serras, está situada Tapera, que é a segunda mais importante localidade da reserva, do ponto de vista de ocupação espacial.
Também fazem parte da reserva, as seguinte localidades (estas, menos importantes, do ponto de vista de ocupação): Serrinha, Marreca, Caldeirão, Bem-Querer e Cacheado.
Apesar de ser uma reserva indígena demarcada, a área está invadida por posseiros, fonte de frequentes conflitos com os remanescentes dos Pankararus e do impasse sobre a definição de propriedade da terra. Não se conhece a ocupação inicial da área - se ocorreu segundo costumes tribais ainda existentes em outras regiões do Brasil ou se espontaneamente, de acordo com as necessidades de cada grupo familiar.
A base econômica da reserva é a agricultura, sendo as seguintes as principais culturas: feijão, milho e mandioca, fruteiras como pinha, caju, banana, goiaba e coco. O sistema de exploração é familiar e a tecnologia é rudimentar. A outra atividade econômica mais importante é o artesanato, baseado na produção de cestos, abanos e bolsas de cipó, vassouras, mantas e potes de barro.
A referência histórica mais antiga e precisa sobre o grupo de índios Pankararus data do surgimento da antiga vila de Tacaratu no século XVII. Sabe-se que a atual sede do município foi primeiro uma maloca ou ajuntamento de índios Pankararus, denominada Cana Brava.
Por velhos documentos, vê-se que em 1752 existia ali uma pequena capela consagrada a Nossa Senhora da Saúde, provavelmente erigida pelos padres que serviam na missão de catequese dos índios, dando origem à atual cidade de Tacaratu. Ao que tudo indica por iniciativa desses missionários, os índios foram posteriormente aldeados no lugar chamado Brejo dos Padres, pois ali foi organizada uma missão dirigida por padres da congregação de São Felipe Nery.
Acha-se envolvida em lendas ou suposições a época da fundação do aldeamento, havendo, porém, indícios de que seja de 1802. Em 1855, a população da aldeia era de 580 índios, reduzidos em 1861, a apenas 270. Nesta mesma época foi registrada a presença de posseiros brancos nas terras doadas aos índios por carta Régia de data imprecisa. A extensão das terras na época é também desconhecida, supondo-se duas léguas que nunca chegaram a ser demarcadas.
Somente em 1942, foi feita uma demarcação por iniciativa do antigo Serviço de Proteção ao Índio e, recentemente, foi feita a demarcação total da área , porém os posseiros permanecem nas terras, aguardando indenizações do governo federal. Esta presença de posseiros tem trazido muitos conflitos com os índios.
A presença de brancos na área não é fato recente. Algumas das famílias estão instaladas no local há gerações, tendo convivido pacificamente durante décadas com os Pankararu e desfrutado com eles a terra sabidamente de domínio indígena. Em 1979, o aumento da população branca fez com que as relações entre posseiros e índios se deteriorassem de maneira drástica.
Atualmente, segundo os índios, a hostilidade é marcada por atos de violência dos civilizados nos quais estão envolvidos não só antigos posseiros como novas famílias que, tendo perdido suas terras por força da construção da hidroelétrica de Itaparica, instalaram-se na reserva.


DECLARAÇÃO INDÍGENA DE BERTIOGA
"Hoje é o Dia do Índio.
Hoje os povos indígenas estão descobrindo que a luta do índio pela demarcação das terras, pelo respeito a cultura, pelo respeito ao grande Criador, sempre foi uma forma de vida que foi ensinada pelas mulheres, pelos homens e pelos velhos nas nossas aldeias.
Mas hoje queremos fazer um Dia do Índio diferente. Não queremos no dia de hoje falar do Governo, porque o Governo não fala de nós. Não queremos criticar o Governo porque mais importante neste dia, é olhar para cada um de vocês e descobrir que juntos estamos construindo uma nova história do Brasil.
Por isso, quando cantamos nossas canções, quando dançamos nossas danças, muitas pessoas não entendem. Muitas pessoas pensam que isso significa apenas uma demonstração. Mas quando fazemos isso com nossos velhos, mulheres e crianças, estamos fazendo em homenagem aos peixes, a tartaruga, a arara, a anta, ao milho, a mandioca, a terra e a vida.
Muitas pessoas perguntam por que estamos chegando em Bertioga.
Muitas pessoas ficam mais preocupadas em saber quem está pagando a conta. Quem está fazendo tudo isso?
Muitos homens brancos não conseguem viver felizes, porque não constróem coisas boas e preferem apenas viver das críticas e destruir aquilo que parece bom.
Nós os povos indígenas sabemos o que estamos fazendo. Estamos construindo junto com os patrocinadores e o apoio da Prefeitura de Bertioga, uma nova consciência do Brasil. Queremos comemorar o Dia do Índio, mas junto com outros brasileiros. Como vocês que estão aqui. Como aqueles que estão fazendo as fotos, fazendo as gravações e que vão usar tudo isso para falar na linguagem do branco, nossa verdadeira história.
Não queremos comemorar o Dia do Índio para fazer politicagem, mas fazer com que no futuro o Brasil descubra que muitos políticos e governantes malandros, foram eleitos pelo próprio povo, por isso não podem reclamar, mas melhorar sua consciência na hora de votar e de eleger os dirigentes do município, do estado e do país.
O Dia do Índio representa para nós a alegria de viver e viver bem. O Dia do Índio significa o respeito às crianças. O Dia do Índio significa o respeito aos mais velhos. O Dia do Índio significa o respeito as águas, o respeito aos animais, aos peixes e aos pássaros. O Dia do Índio significa o respeito à terra, viver com a terra e o meio ambiente. O Dia do Índio significa que morreram mais de mil povos. O Dia do Índio significa que depois dos portugueses, os africanos, vieram os árabes, os judeus, os asiáticos e todos que descobriram porque nós os índios, amamos o Brasil, porque aqui existe uma força que vem da terra e das matas, que vem com o vento: a força do Grande Espírito. A força que podemos ver quando os velhos perdem a força, mas são respeitados. A força que vem das crianças, que não tem ainda a força, mas são respeitados. Um mundo indígena que a tecnologia, a modernidade nunca quis praticar, e que por isso mesmo, está construindo uma civilização que não pode dar certo.
Hoje, fizemos uma nova descoberta junto com o Prefeito aqui em Bertioga. Descobrimos que podemos contar nossa verdadeira história: a história da Confederação dos Tamoios. A história de Cunhambebe, uma história que muitas vezes ficou engavetada. O homem branco pensa que quando engavetam documentos, podem engavetar nossa inteligência e nossa consciência. Mas no Dia do Índio deste ano, estamos mostrando que ninguém pode vencer um povo que tem consciência do seu passado e do que quer no futuro, e o que queremos é apenas: respeito. Respeito do Governo Federal. Respeito do Governo Estadual. Respeito do Governo Municipal e respeito da sociedade para nossas diferenças, porque ninguém nasce igual, mas o mais importante é conviver com nossas origens diferentes de língua, de costume e de viver.
Nossa mensagem como povos indígenas é que todos nós que estamos aqui, negros, brancos e índios da mesma forma que no passado fez Cunhambebe, estamos demonstrando para Bush e Saddan Hussein, que nenhum povo conseguirá a paz com a guerra.
O Dia do Índio a partir de hoje, é o Dia da Consciência Indígena, e isso não depende apenas dos povos indígenas, mas de todos aqueles que querem construir um Brasil melhor, e quando falamos isso, significa que o Governo Federal não pode fugir da sua responsabilidade de demarcar as nossas terras e de fazer uma política de ação para o respeito a nossa cultura e aos nossos valores. O respeito ao nosso direito sobre a biodiversidade e aos nossos valores econômicos, onde ser rico não significa ter dinheiro no banco, mas ter paz, ter comida, e ter onde viver e até onde morrer. "
Feliz Dia do Índio e até o próximo ano.
Bertioga, 19 de abril de 2003.
Marcos Terena
Disponível em:
http://www.funai.gov.br/indios/bertioga/conteudo.htm

sábado, 29 de março de 2008

DIA DA MENTIRA EM PERNAMBUCO

" A arte é uma mentira ' (Picasso)

Navegando pelo wikipedia encontrei estas informações sobre o 1º de abril. Vale conferir a participação do estado de pernambuco nessa história.
"Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia da Mentira ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril. Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries. Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril". No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente."
Amplie sua informações sobre questões relacionadas à mentira acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mentira

sábado, 15 de março de 2008

SEMANA SANTA EM PERNAMBUCO-ARTE E RELIGIOSIDADE

Pernambuco vive dias especiais- a Semana Santa. Estaremos em atividade, nas escolas da Rede Pública até terça-feira dia 18 e retornaremos dia 24/03/2008. Para os Católicos esse período começa na quarta-feira de cinzas e deve ser reservado para a reflexão e conversão espiritual. A quaresma em sentido religioso, é um tempo de preparação para a festa pascal, que comemora a ressurreição e a vitória de Cristo depois dos seus sofrimentos e morte, compreendendo que O mistério central do cristianismo não é a morte do Filho de Deus encarnado, mas a sua ressurreição. Nenhum período da vida de Jesus é tão minuciosamente conhecido quanto esse "PAIXÃO", os seus últimos dias, que vão da entrada triunfal em Jerusalém , no domingo de Ramos, ao sepultamento.
REPRESENTAÇÃO DA PAIXÃO EM PERNAMBUCO
A Semana Santa em Pernambuco traz um leque de opções para quem quer apreciar os tradicionais festejos da paixão de cristo . Em Recife é encenado o espetáculo da Paixão de Cristo na Praça do Marco Zero. A Paixão do Recife é, indiscutivelmente, emocionante! É a crença no Senhor que leva milhares de pessoas a ver e rever esta grandiosa encenação ao ar livre que revive os últimos momentos de Cristo, um evento de beleza, criatividade e emoção sem paralelo. O megaespetáculo dirigido por José Pimentel atinge o ápice de aplausos em sua última cena, quando o Cristo ressuscitado surge nos céus, de braços abertos, como símbolo da fé, da vida nova. Várias cidades se oferecem espetáculos no período nesse período entre elas: Bezerros, Gaibu, Lajedo , Limoeiro, Moreno, Olinda, Paulista, Sertânia, Garanhuns e Nova Jerusalém com um mega espetáculo.
PAIXÃO DE CRISTO EM NOVA JERUSALÉM (15 a 22 de Março de 2008)
Há mais de 50 anos é encenado em Pernambuco, na cidade de Fazenda Nova, o espetáculo PAIXÃO DE CRISTO, sendo considerado o maior espetáculo ao ar livre do mundo. O espetáculo atrai cerca de 8 mil pessoas por noite, contando a história de Jesus Cristo. A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é um espetáculo móvel, onde o público se integra às cenas como se estivessem percorrendo os caminhos da velha Jerusalém que é cercada por uma muralha de pedra com 7 portas e 70 torres de 7 metros. No seu interior, atores e figurantes, seguidos de perto por quase 8 mil expectadores, percorrem os arruados e os 9 palcos-platéia, num espetáculo interativo.Esse espetáculo começou a ser encenado nas ruas da vila de Fazenda Nova, Pernambuco, no ano de 1951, graças à iniciativa do patriarca da família Mendonça, Epaminondas Mendonça. Depois de ter lido em uma revista como os alemães da cidade de Oberammergau encenavam a Paixão de Cristo, Mendonça teve a idéia de realizar um evento semelhante durante a Semana Santa para atrair turistas e movimentar o comércio local. A vila de Fazenda Nova, onde aconteceram essas primeiras encenações, fica bem próxima do local onde hoje se situa a cidade-teatro. O espetáculo da pequena vila contava com a participação de familiares e amigos dos Mendonça. A idéia de construir uma réplica da cidade de Jerusalém para as encenações da Paixão foi de Plínio Pacheco que chegou a Fazenda Nova em 1956. Mas o plano só veio a se concretizar em 1968, quando foi realizado o primeiro espetáculo na cidade-teatro de Nova Jerusalém.Gaúcho de Santa Maria, Plínio Pacheco tinha formação em comunicação pela Força Aérea Brasileira (FAB), mas gostava de dizer que era jornalista autodidata. Chegou à Fazenda Nova em 1956, a convite do então diretor e ator Luis Mendonça, que na época, interpretava o papel de Jesus no espetáculo da Paixão de Cristo.
A peça era representada nas ruas da pequena vila, distrito do município de Brejo da Madre de Deus, com a participação de camponeses, de pequenos comerciantes locais e também de alguns atores e técnicos que atuavam nos teatros de Recife.Plínio conheceu Diva Mendonça, filha mais nova de Epaminondas Mendonça, criador do espetáculo nas ruas da vila. Plínio e Diva casaram-se, e com o tempo, foram se envolvendo cada vez mais com a produção e coordenação da encenação da Paixão de Cristo.Em 1962, Plínio Pacheco teve uma idéia. Na verdade, um grande sonho, um sonho de pedra. Plínio vislumbrou a construção de uma réplica de Jerusalém em pleno coração do agreste pernambucano. O lugar, assim como a antiga Judéia, possuía muitas rochas, vegetação rasteira, clima semi-árido e o espaço de terra escolhido para se levantar a cidade-teatro era emoldurado por montanhas. Em 1963, os cenários começaram a ser erguidos num espaço de 100 mil metros quadrados, equivalente a 1/3 da área murada da Jerusalém da época de Jesus. Plínio Pacheco não só idealizou e construiu a obra em pedra e concreto, mas, também, uma obra literária. Em 1967, escreveu o texto da peça teatral "Jesus" que seria encenado pela primeira vez em 1968 em Nova Jerusalém já com seus palácios e muralhas iniciados. 41 anos depois, a cidade-teatro, que a cada ano ganha novas intervenções para melhorar as condições de encenação do espetáculo e o conforto do público, já recebeu mais de 2,5 milhões de pessoas, vindas dos quatro cantos da terra para assistir ao megaespetáculo da Paixão de Cristo."A vida colocou-me diante da pedra e da figura de granito que é o homem nordestino. Aquele era meu povo, cantando num cenário de sol. Criar a cidade-teatro. Uma cidade de sete portas e setenta torres. Unir fragmentos dispersos da personalidade humana, transformar homens mutilados em seres humanos completos. A força maior levando aos quadrantes da terra a notícia desta epopéia em granito. A construção da Nova Jerusalém. ...Erguida com 80% de recursos próprios, é uma sociedade privada, sem fins lucrativos. É claro que reconheço e todos sabem que tenho como princípio, que ninguém constrói nada sozinho. Diante disto, tenho a obrigação moral de tornar pública a gratidão da Nova Jerusalém e da Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) a todos que aqui colocaram pedras, reais ou simbólicas. Mas, nós devemos ter a humildade e reconhecer que essas pedras, pertencem ao patrimônio cultural e artístico do País. Nova Jerusalém é patrimônio do povo. E cidadão nenhum tem o direito de reivindicar gratidão do seu País, porque é obrigação, particular e pública, de cada cidadão ampliar e multiplicar o patrimônio que recebeu dos seus antepassados.
PAIXÃO DE CRISTO EM GARANHUNS(Alto da Colina do Magano)
A vida e a morte(os últimos dias de Jesus Cristo na Terra) serão encenadas nas noites da Semana Santa no Alto do Magano - a 1.030 metros de altitude -, no município de Garanhuns, a 235 quilômetros do Recife. O espetáculo Jesus, Alegria dos Homens, em sua 18ª edição, é promovido por uma associação teatral com apoio da Prefeitura de Garanhuns.O local tem capacidade para cerca de cinco mil pessoas e, por conta da altitude, fica com uma temperatura média abaixo dos 10°C.
Jesus, Alegria dos Homens tem cerca de duas horas de duração e conta com mais de 200 atores e figurantes, entre amadores e profissionais. Um diferencial desse espetáculo é que a peça começa seu relato a partir da expulsão de Adão e Eva do Jardim do Édem, contando a história de Jesus desde a aparição do anjo à Maria, a cenas de suas pregações, traição e morte, encerrando com a Ressurreição de Cristo sob os aplausos do público e fogos de artifícios. Aqueles que decidirem passar a Semana Santa em Garanhuns devem trazer agasalhos e aproveitar os dias para conhecer pontos turísticos da "cidade das sete colinas", como o Relógio das Flores, a praça Dom Moura, que abriga o prédio da antiga estação Rodoviária e os parques Pau Pombo e Euclides Dourado.
COMO CHEGAR
De carro: BR-232 e BR-423 (no Km 150) De ônibus: A Jotude oferece viagem em ônibus opcional ou semi-expresso, saindo do Tip 12 vezes ao dia. Valor médio: R$ 27,80
Cenas do espetáculo Jesus Alegria dos Homens(2007) em Garanhuns

sábado, 1 de março de 2008

Aprovada criação da Data Magna em Pernambuco

Buscando informações sobre o 6 de março em Pernambuco, encontrei e selecionei estes dois textos. AGORA É LEI...DATA MAGNA PARA PERNAMBUCO e temos razões para isso.

"Foi escolhido o Dia da Revolução Constitucionalista, 6 de março
O projeto de lei que institui o dia 6 de março como a Data Magna de Pernambuco foi aprovado, ontem, em primeira discussão na Alepe. A matéria foi bastante debatida porque os parlamentares divergiram quanto à data ser ou não feriado. Predominou a sugestão de torná-la ponto facultativo. A alteração será votada hoje, durante a análise da proposta em segunda discussão.
A iniciativa de criar a Data Magna é da deputada Terezinha Nunes (PSDB), que defendeu o feriado. "Todos os estados brasileiros já tinham suas datas magnas e Pernambuco, que é o mais rico em revoluções libertárias, ainda não comemorava", ponderou a parlamentar, acrescentando que, lamentavelmente, "paralisamos as atividades no Dia da Inconfidência Mineira, mas não queremos parar no Dia da Revolução Constitucionalista de Pernambuco".
Terezinha foi aparteada pelos líderes das bancadas de Oposição e de Governo, os deputados Pedro Eurico (PSDB) e Isaltino Nascimento (PT). "A discussão recupera a historiografia de Pernambuco e do Brasil e traz questionamentos como o porquê de o 21 de abril ser feriado e o 6 de março não ser. Entretanto, é importante entender a realidade econômica e os prejuízos trazidos pelos feriados", ponderou o tucano.
Isaltino Nascimento propôs um debate, em 2008, com os setores empresariais, comercial e turístico para tratar do tema. "Essa não pode ser uma data em que se traga apenas momentos de lazer, mas a oportunidade de celebrar e ensinar aos mais jovens o quanto Pernambuco foi revolucionário", observou o petista. Os deputados Antônio Moraes (PSDB), Izaías Régis (PTB) e Raimundo Pimentel (PSDB) também apartearam a autora da proposta. Para eles, a iniciativa merece parabéns, mas a sobrecarga de feriados é prejudicial para o País.
Outro projeto que ganhou destaque na Ordem do Dia foi o de n° 403/07, que concede benefícios tributários a empresas que estão se instalando no Pólo de Poliéster, em Suape. A matéria foi aprovada em primeira discussão e receberá três emendas para ser votada, hoje, em segunda discussão. De acordo com Augusto Coutinho (DEM), que vai propor as alterações, o objetivo é fazer ajustes. "As emendas são fruto de acordo entre lideranças, porque da forma que o Poder Executivo enviou a matéria, iria prejudicar empresas aqui já instaladas".
O deputado Airinho (PSB) também sugeriu uma alteração no Projeto de Lei n° 257/07, que institui no calendário oficial de Pernambuco a Semana Estadual da Pessoa Portadora de Deficiência. Para o parlamentar, autor da proposta, na ementa deve constar Semana Estadual da Pessoa com Deficiência. A Comissão de Redação de Leis fará o ajuste. "O período será importante para discutir temas como barreiras arquitetônicas e empregabilidade da pessoa com deficiência", declarou o socialista. Ao todo, 19 projetos foram votados, sendo cinco em primeira discussão, 11 em segunda e três em redação final."
DISPONÍVEL EM:http://www.fisepe.pe.gov.br/cepe/materias2007/dez/legi15191207.htm

6 DE MARÇO:DATA MAGNA DE PERNAMBUCO - SEIS RAZÕES PARA ISSO.

"1) EM SEIS DE MARÇO DE 1817 COMEÇOU "A ÚNICA REVOLUÇÃO BRASILEIRA
DIGNA DESSE NOME".

segundo Oliveira Lima Foi o mais importante de
todos os movimentos políticos ocorridos no estado e o de maior
repercussão internacional. Já foi considerado feriado nacional, em
1917, e legou a a bela bandeira azul e branca, do sol, do arco-íris e da cruz.

2) NO SEIS DE MARÇO OS BRASILEIROS FORAM INDEPENDENTES PELA PRIMEIRA
VEZ.
Cinco anos antes do "sete de setembro" tivemos no Nordeste a
primeira república brasileira, com governo próprio, exército, marinha,
constituição, polícia, bandeira e até embaixador nos Estados Unidos
(Cruz Cabugá), durante 74 dias.

3) O SEIS DE MARÇO INAUGUROU A DEMOCRACIA NO PAÍS.
Pobres e ricos
tornaram-se iguais perante a Lei. Acabou a censura, houve liberdade
religiosa, de pensamento e de imprensa. Foi assinada a primeira lei abolicionista no Brasil e os maracatus puderam bater nas ruas do Recife pela primeira vez.

4) O SEIS DE MARÇO SIMBOLIZA AS OUTRAS DATAS PERNAMBUCANAS.
Representa o espírito popular e libertário do Quilombo do Palmares, o nativismo
da Restauração e o projeto da república olindense de 1710. Nele tem
suas raízes a Convenção de Beberibe, de 1821, a Confederação do
Equador, de 1824 e a Praieira, de 1848. Frei Caneca também começou
sua carreira política em 1817.

5) O SEIS DE MARÇO PRODUZIU O MAIOR NÚMERO DE HERÓIS E MÁRTIRES NO
BRASIL, como:
Cruz Cabugá, Padre Roma, Vigário Tenório, Frei Caneca,
Gervásio Pires, Abreu e Lima e o Leão Coroado, entre
centenas de outros. Se a Inconfidência Mineira, do Tiradentes, foi
reprimida pelos portugueses ao custo de dois mortos e meia dúzia de
degredados, no Nordeste, em 1817, houve MIL E SEISCENTOS
MORTOS E FERIDOS E MAIS DE OITOCENTOS DEGREDADOS!

6) NO SEIS DE MARÇO COMEÇOU A MAIS ATREVIDA E ROMÂNTICA DAS REVOLUÇÕES
BRASILEIRAS.
Liderada por militares, padres e comerciantes, foi tão
ousada que planejou libertar Napoleão da ilha de Santa Helena. E tão
apaixonada que o seu símbolo foi o caso de amor proibido entre o maior
líder republicano e a filha do português mais rico de Pernambuco. Eles
fizeram o casamento mais festejado até hoje no estado e talvez o mais
importante da história do País."
Dispivível em:http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/11/403335.shtml

 
Maria Perpétua Teles Monteiro